O sacrifício de um cachorro da raça labrador resultou em várias atitudes de hostilidade e até em ameaças de morte na cidade de Terre Haute, em Indiana, nos Estados Unidos. O animal, que tinha cinco anos de idade e era perfeitamente saudável, foi morto para atender ao último pedido de sua ex-proprietária, Sheila Stadle, que era cega. A mulher faleceu aos 68 anos em decorrência de um câncer, há cerca de um mês, e queria ser enterrada com o mascote, que lhe servia como cão-guia.
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Colar de diamantes enterrado com poodle é roubado em Paris Recém-nascida argentina quase é enterrada viva Golpistas vendem furões como se fossem cães em feira irregular na argentinaDesde que o sacrifício de Toffee ganhou a mídia, Andrew Stadler vêm sofrendo seguidas hostilidades, inclusive de parentes, e chegou a ser ameaçado de morte. Diante das reações inflamadas, ele retirou seu perfil no Facebook do ar. Gregory Reilly, veterinário de um hospital de animais local, contou ao jornal Daily Mail que alguns moradores ficaram descontrolados após a revelação do caso: “coisas horríveis foram ditas e o clima por aqui é de ódio”, relata.
Apesar de não ter relação aparente com o abatimento do cachorro, o próprio veterinário foi alvo de críticas exaltadas após dizer que ação não constitui crime. “Tudo que fiz foi tentar descobrir se o sacrifício foi ilegal. Infelizmente, como o cão era sua propriedade, a ação de Stadler, embora mórbida, não viola a legislação”, disse Gregory Reilly à mesma publicação.
Várias instituições de defesa aos direitos dos animais, inclusive de outros países, repudiaram as atitudes de Sheila Stadle e de seu filho. A Dogs Trust disse: “Não há qualquer razão para sacrificar cão saudável. Esperamos que essa história jamais se repita”. A Guide Dogs, do Reino Unido, também se manifestou e declarou que o caso é “inaceitável”.