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Estado de Minas

BCE mantém taxa de juros e se diz pronto para estimular economia


postado em 04/04/2013 14:46

O Banco Central Europeu (BCE) manteve nesta quinta-feira sua principal taxa de juros em seu mínimo histórico de 0,75% e disse estar pronto para estimular a economia da Eurozona com novos instrumentos, embora tenha advertido que a recuperação esperada para a segunda metade de 2013 está sujeita a riscos.

"A frágil atividade econômica se estendeu na primeira parte do ano e espera-se uma recuperação gradual na segunda parte, mas sujeita a riscos negativos", disse o presidente do BCE, Mario Draghi, na coletiva de imprensa posterior à reunião mensal da instituição.

Nesta reunião, o BCE manteve em 0,75% sua principal taxa de juros, um mínimo histórico que não muda desde julho de 2012.

Entre os riscos, Draghi falou sobre "uma demanda mais fraca que o esperado" ou as insuficientes reformas estruturais nos países da Eurozona.

O BCE está pronto para agir e está estudando vários instrumentos, em particular para apoiar as pequenas e médias empresas (PME). Apesar das baixas taxas de juros, a concessão de créditos ao setor privado segue em baixa na Eurozona (-0,9% em fevereiro em variação anual), o que constitui um dos principais obstáculos à recuperação.

As bolsas europeias reagiram negativamente às palavras de Draghi, que não anunciou medidas concretas, e fecharam nesta quinta-feira em baixa. Londres perdeu 1,19%, Frankfurt 0,73% e Paris 0,77%, enquanto na Espanha o Ibex-35 cedeu 0,71%.

O BCE pode se inspirar no Banco da Inglaterra, que decidiu comprar diretamente ações das empresas, ou no Banco Central japonês, que nesta quinta-feira adotou novas medidas de flexibilização e aumentará as compras de dívida pública.

Estas novas medidas não convencionais teriam, no entanto, que incluir outros atores, explicou Draghi, em referência aos governos e aos bancos centrais.

"Não podemos substituir a falta de ação dos governos" para ajudar as PME, nem suprir "a falta de capital no sistema bancário", explicou.

Draghi repetiu em várias ocasiões que a crise do Chipre e seu resgate bancário (que pela primeira vez exige a contribuição dos depositantes dos bancos que serão resgatados) não terá consequências na Eurozona e garantiu que esta medida não se aplicará a outros países.


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