Jornal Estado de Minas

Dilma defende coalizão para eleições de 2014

AFP

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, defendeu neste sábado seu governo de coalizão em vista das eleições de 2014, quando poderá tentar a reeleição, ao nomear três novos ministros de partidos aliados.

Dilma, que governa com o apoio de uma ampla coalizão de forças políticas, substituiu na sexta-feira os ministros da Agricultura, Aviação Civil e Trabalho.

A presidente respondeu às críticas por seu governo de alianças, indicando que em países como a Itália ou os Estados Unidos se observa "uma deterioração da governabilidade justamente por essa incapacidade de construir coalizões estáveis".

"A capacidade de formar coalizões é crucial em um país", destacou, ao formalizar o primeiro ajuste de gabinete deste ano.

Dilma nomeou como novo ministro da Agricultura o deputado Antônio Andrade (59 anos), do PMDB, principal aliado do governo, segundo um comunicado oficial.

Andrade será responsável por uma das pastas estratégicas do país, um dos maiores produtores e fornecedores mundiais de carne, grãos e frutas.

Dilma, que completou em janeiro a metade de seu mandato de quatro anos, também nomeou o advogado Manoel Dias (74 anos) para o ministério do Trabalho, em substituição ao deputado Brizola Neto. Os dois são membros do PDT, também aliado do governo.

Já a Secretaria de Aviação Civil ficará a cargo de Moreira Franco, do PMDB, que substituirá Wagner Bittencourt.

Moreira era o titular da Secretaria de Assuntos Estratégicos.

Dilma agradeceu seus ex-colaboradores e desejou sorte aos novos ministros antes de viajar a Roma, onde assistirá a entronização do Papa Francisco.

A presidente governa com uma base aliada composta por mais de 10 partidos.

Desde o início do ano circulam rumores sobre uma profunda reforma ministerial, mas com o passar dos dias o governo enviou sinais de que fará mudanças graduais e sem colocar em risco sua coalizão tendo em vista as eleições presidenciais e legislativas de 2014.

Dilma enfrentou em seu primeiro ano de governo a renúncia e destituição de sete de seus ministros por supostos casos de corrupção, desacordos ou enriquecimento ilegal.