Jornal Estado de Minas

Presidente do Paraguai questiona legitimidade de Maduro

AFP

O presidente do Paraguai, Federico Franco, questionou nesta sexta-feira a legitimidade do mandatário interino da Venezuela, Nicolás Maduro, e ironizou sobre o processo de sucessão do finado líder venezuelano Hugo Chávez.


"Até em uma monarquia se sabe quem vai suceder o rei. O rei é sucedido pelo príncipe, mas no caso da Venezuela o novo presidente é uma pessoa que não foi eleita, mas sim designada pela vontade de outro, no caso já falecido", disse Franco à imprensa em Villarrica, 150 km a sudeste de Assunção.


Maduro, que assumiu interinamente a presidência da Venezuela após a morte de Chávez, na terça-feira passada, foi declarado persona non grata pelo governo do Paraguai por sua ativa participação na crise que provocou a destituição do então presidente paraguaio, Fernando Lugo, em 22 de junho passado.


O dirigente venezuelano foi acusado de incitar a cúpula militar para que apoiasse Lugo, após a decisão do Congresso paraguaio de destituir o então presidente.


Perguntado sobre se após a morte de Chávez o Paraguai iniciará contatos diplomáticos para regressar ao Mercosul, Franco respondeu que "vai escutar as propostas que possam surgir, sempre e quando sejam favoráveis e se ajustem aos princípios de soberania do povo paraguaio".


O Paraguai foi suspenso do Mercosul por decisão de Brasil, Argentina e Uruguai, em junho de 2012, em razão da destituição de Lugo.


A decisão abriu caminho para a entrada da Venezuela como membro pleno do bloco, o que era bloqueado pelo Congresso paraguaio por considerar o governo de Chávez "antidemocrático".


O Paraguai também foi excluído da Unasul.