A Casa Branca diz que não foi consultada sobre a medida e a secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, reconheceu que a libertação ocorreu de uma maneira indevida. Na quarta-feira o secretário de Imprensa do governo, Jay Carney, disse que haviam sido libertadas "poucas centenas" de imigrantes que eram de "baixo risco".
Até o mês passado haviam 30,733 mil imigrantes presos nos EUA. Segundo os documentos obtidos pela Associated Press, o objetivo é reduzir esse número para 25,748 mil até 31 de março. Na sexta-feira o porta-voz da divisão de Imigração e Alfândega, Brian Hale, divulgou um comunicado afirmando que o número de presos muda diariamente.
"Além da flutuação normal, tendo em vista as incertezas sobre os cortes de gastos e o projeto de financiamento do governo, a divisão reavaliou sua população de detentos, para garantir que os níveis fiquem dentro do nosso atual orçamento. Várias centenas de indivíduos foram colocados sob métodos de supervisão menos custosos que a detenção. Por enquanto, nós não prevemos novas libertações, mas isso pode mudar", afirma Hale no comunicado.
Os imigrantes que foram libertados ainda podem ser deportados e devem comparecer a audiências judiciais futuras. Mesmo assim, eles não estão mais nas prisões, onde custam cerca de US$ 164,00 por dia ao governo, segundo análises de especialistas. De acordo com o Fórum Nacional de Imigração, aqueles que são libertados e submetidos a métodos de supervisão que vão de visitas residenciais ao uso de rastreadores por satélite, custam entre US$ 0,30 e US$ 14,00 por dia ao governo.