A guerrilha marxista das Farc exigiu nesta terça-feira o fim do latifúndio nacional e estrangeiro na Colômbia e a "democratização" da terra, como premissa para resolver o problema agrário, centro das negociações de paz com o governo de Juan Manuel Santos em Havana.
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Farc rejeita crítica a novos sequestros e ao processo de pazChefe máximo das Farc minimiza críticas aos diálogos de pazFarc anunciam libertação de policiais e soldado capturadosExplosão de carro-bomba deixa um morto na ColômbiaO tema agrário é o primeiro ponto de uma agenda de cinco fixados pelas delegações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Governo no início das negociações de paz em Havana, no dia 19 de novembro, que buscam terminar com um conflito armado de quase meio século.
O assunto agrário, enriquecido com propostas e ideias de diferentes setores da sociedade colombiana, foi reconhecido como o principal por ambas as partes, já que opera como uma espécie de nó górdio frente ao resto da agenda.A delegação do governo, liderada por Humberto de la Calle, não formulou declarações nesta terça-feira ao início das negociações no Palácio das Convenções de Havana.