Jornal Estado de Minas

Após seis dias, termina sequestro de menino por aposentado nos EUA

AFP

O homem suspeito de assassinato que sequestrou um menino de cinco anos nos Estados Unidos foi morto e a criança está livre e a salvo, após quase uma semana de sequestro no Alabama (sul), informou o FBI nesta segunda-feira.

A Polícia havia identificado anteriormente o sequestrador como Jimmy Lee Dykes, um caminhoneiro aposentado de 65 anos. O motivo do sequestro, ocorrido em 29 de janeiro na cidade de Midland City, no Alabama, ainda não foi esclarecido.

"Aproximadamente às 15h12 (locais), agentes do FBI resgataram de forma segura o menino que foi mantido como refém por cerca de uma semana", disse Steve Richardson, agente especial da polícia federal americana.

"Nas últimas 24 horas, as negociações se deterioraram e Dykes foi observado segurando um revólver. Neste ponto, agentes do FBI, temendo que a criança estivesse em perigo iminente, entraram no bunker e resgataram o menino", explicou.

O menino, que foi identificado como Ethan, está em um local seguro e "está bem", afirmou à imprensa um agente do FBI em Midland City. Os policiais haviam afirmado que temiam que a criança estivesse em "perigo iminente" ao perceber que Jimmy Lee Dykes estava armado

"O menino parece não ter sofrido danos psicológicos e está sendo tratado em um hospital local. O indivíduo morreu", acrescentou o agente, sem fornecer maiores detalhes.

Acredita-se que Dykes tenha matado a tiros o motorista de um ônibus escolar e se apoderado do jovem refém, levando-o a um quarto subterrâneo e desafiando os pedidos das autoridades para que se rendesse.

Os policiais mantiveram contato regular com o sequestrador, disse a Polícia na sexta-feira, sem indicar por que vias. Segundo a imprensa local, os oficiais mantiveram contato com Dykes por meio de um tubo de ventilação.

Este incidente é uma nova tragédia na série de dramas relacionados com o uso de armas de fogo nos Estados Unidos, sobre as quais o presidente Barack Obama se comprometeu a legislar durante seu segundo mandato.

O debate em torno do endurecimento das leis que regulam o uso e a venda de armas de fogo voltou à tona com força após a tragédia na escola de Newtown (Connecticut), onde em dezembro 26 pessoas morreram -20 delas crianças- em um tiroteio.