Democratas defensores de medidas restritivas falaram à comissão, mas a participação de LaPierre acirrou as discussões. Ele criticou as medidas apresentadas por Obama e se disse contrário à verificação de antecedentes criminais de compradores de armas. O executivo defendeu o aumento do número de seguranças armados nas escolas. "É hora de jogarmos um cobertor de segurança sobre nossas crianças."
Para analistas, os argumentos, apesar de não inéditos, deram o tom de como seguirão as discussões. "Foi um pouco do que ouviremos dos outros no Senado, mas esses argumentos não mudaram muito em 20 anos", disse o cientista político e diretor do Instituto de Política e Pesquisa de Opinião da Faculdade Roanoke (Salem, Virgínia), Harry Wilson. A NRA anunciou que ganhou mais de 500 mil membros após o massacre de Newtown e soma agora 4,5 milhões de adeptos.
O debate deve provocar controvérsias, porque mesmo que as propostas para o controle de armas prossiga no Congresso, que está bastante atarefado com questões fiscais e de imigração, algumas autoridades responsáveis pela aplicação das leis já ameaçaram não colocá-la em vigor em razão da simpatia pelos proprietários de armas.
Tendo em vista que as imagens da audiência serão transmitidas para todo o país, defensores e críticos das propostas de maior controle sobre a venda de armas pediram que seus partidários compareçam à sessão. A página do NRA na internet pediu que seus integrantes que chegassem com duas horas de antecedência para conseguir assentos e não levassem faixas ou cartazes. O BoldProgressives.org, que defende medidas mais restritivas, pediu a seus partidários que compareçam à audiência, afirmando que o NRA "vai tentar encher o recinto com seus membros para enganar o Congresso e fazê-lo acreditar que eles são a principal corrente".