O desalojamento da prisão de Uribana, localizada no noroeste da Venezuela e onde na sexta-feira ocorreu um motim fatal que deixou 61 mortos e dezenas de feridos, segundo fontes hospitalares, terminou na manhã deste domingo, informou o governo.
"Termina a retirada dos privados de liberdade da Prisão de Uribana! Agora vamos à reconstrução!", escreveu em sua conta no Twitter a ministra de Assuntos Penitenciários, Iris Varela, que ainda não forneceu um número oficial de vítimas do motim.Leia Mais
Motim em presídio acaba em massacre na VenezuelaPelo menos 50 mortos e 90 feridos em motim em prisão venezuelana Venezuelanos sofrem com escassez de alimentos"Estão saindo todos, todos, sem opor resistência. Saem tranquilamente, esperam aqui com paciência, depois fazemos uma inspeção corporal, sua revisão (...) e determinamos para quais prisões eles querem ir", explicou Varela de madrugada à rede de televisão estatal VTV.
Além disso, detalhou que agora será feita "uma inspeção profunda" no centro, antes de reformá-lo para voltar a transferir os presos.Na sexta-feira, uma inspeção em busca de armas em Uribana provocou um motim de um grupo de presos armados, que "arremeteram contra os efetivos da Guarda Nacional", explicou anteriormente a própria ministra.
Entre as vítimas há 61 falecidos e 120 feridos, 90 dos quais receberam alta, informou neste sábado à AFP o diretor do Hospital Central Antonio María Pineda, Ruy Medina, que atendeu a emergência.O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ordenou na sexta-feira à noite a investigação do motim, um dos episódios mais violentos das últimas décadas nas prisões do país.
As prisões venezuelanas sofrem com problemas de insalubridade, superlotação e violência, e em muitos casos são controladas por grupos de presos fortemente armados, que constantemente geram confrontos internos.