O Pentágono levantou oficialmente nesta quinta-feira a proibição que impedia às mulheres participar nos combates, informou o secretário da Defesa, Leon Panetta, depois de uma reunião de revisão desta política por parte dos comandantes.
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EUA farão tudo que precisar para impedir armas nucleares no Irã, diz John KerryCoreia do Norte anuncia outro teste nuclear para desafiar EUA"O objetivo do Departamento ao rescindir a regra é assegurar que a missão seja cumprida com as pessoas mais qualificadas e capazes, independentemente de seu gênero".
A decisão ocorreu após uma "ampla revisão" por parte dos chefes das Forças Armadas, "que por unanimidade concluíram que este é o momento de avançar com o objetivo de integrar as mulheres em todas as áreas de de trabalho na medida do possível", disse.Panetta participará de uma coletiva de imprensa ainda esta tarde junto com o oficial militar de maior patente dos Estados Unidos, o general Martin Dempsey, chefe do Estado-Maior Conjunto.
As Forças Armadas concluirão as mudanças até janeiro de 2016.
Um funcionário da Defesa, que pediu anonimato, afirmou à AFP que o tema não provocou debate dentro do Estado-Maior Conjunto e que os chefes militares estão mais centrados na aplicação e cumprimento das regras de aptidão física.
A decisão dos militares americanos confirma o que já vinha acontecendo no Iraque e no Afeganistão, onde não há linhas de frente claras e as mulheres participam dos combates.As mulheres constituem cerca de 14,5% dos militares na ativa nos Estados Unidos, o que representa cerca de 204.000 militares, segundo o Pentágono.
Os defensores desta mudança política sustentam que negar às tropas femininas a possibilidade de servir em combate as impede de alcançar posições mais altas como comandantes.