A guerrilha das Farc reconheceu nesta quarta-feira "felizes coincidências" com o governo da Colômbia sobre a questão agrária, um dos temas discutidos nas negociações de paz em Havana, em cartas enviadas a Venezuela e Chile, países que acompanham o processo.
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Autoridades colombianas, Farc e EP retomam negociações para acordo de pazFarc anunciam fim da trégua unilateral e fazem novas exigências para acordo de pazPolícia denuncia plano de ataque das FarcPolícia da Colômbia atribui às Farc sequestro de dois agentesAs Farc reconheceram que "é uma preocupação de nossos interlocutores encontrar soluções para acabar com a guerra que padecemos".
Nas negociações de paz, iniciadas em 19 de novembro em Havana, Cuba e Noruega atuam como garantias, enquanto Chile e Venezuela acompanham o andamento das discussões.A carta a Skoknic foi publicada no blog da delegação das Farc (pazfarc-ep.blogspot.com) acompanhada de outra enviada ao embaixador venezuelano, Roy Chaderton.
No texto, os insurgentes ressaltam seu "afeto carregado com o desejo de melhoria, bem-estar e saúde para o presidente Hugo Rafael Chávez Frías", que se recupera em Havana há mais de um mês de sua quarta cirurgia de câncer."Nossa visão sobre o problema da tendência e uso da terra na Colômbia, a definição de seu atual caráter nocivo que gera a miséria e violência, foram defendidas ante os delegados do governo do presidente Juan Manuel Santos", explicaram os guerrilheiros a Chaderton.
Neste sentido, ressaltaram "que existem coincidências diagnósticas na hora de indicar este fator como causa do confronto que sangra o nosso país e que precisa ser superado".A questão agrária é o tema central das negociações de paz, pois está diretamente ligado aos outros quatro pontos -drogas ilícitas, participação política, abandono das armas e reparação às vítimas- da agenda de diálogo.