O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, dicursa durante cerimônia de posse, que acontece nesta segunda-feira em frente ao Capitólio, em Washington. A expectativa é de que ele detalhe as prioridades para os próximos quatro anos. Ele deverá mencionar os esforços para resolver o problema do orçamento, a necessidade de controle sobre armas de fogo e a reforma das leis de imigração.
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O discurso começou logo após Obama jurar "fielmente ocupar o cargo de presidente dos Estados Unidos". Esse momento não inclui o anúncio de novas políticas, segundo seus assessores. Em vez disso, Obama pretende usar o momento da mesma forma em que ele tradicionalmente tem sido usado na maioria das 56 posses anteriores - para falar dos valores norte-americanos e de sua importância para o sucesso do país hoje.
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Discurso de Obama discutirá suas visões para o futuroObama discursa hoje como presidente empossado para o segundo mandato Presidente do México felicita Obama através do TwitterAdvertências das Nações Unidas e ações na Justiça são ignoradas pelo governo Obama"A verdade mais evidente é que todos nós fomos criados iguais", diz ObamaO discurso vai inaugurar um segundo mandato repleto de difíceis batalhas. Obama pode fazer referência ao tiroteio ocorrido no mês passado em Connecticut, que levou a questão do controle de armas ao topo das suas prioridades. É possível que ele fale também da necessidade de uma reforma de imigração e da volta de tropas norte-americanos do Afeganistão.
Os conselheiros da Casa Branca veem o discurso da posse como uma oportunidade de o presidente discutir sua agenda para os próximos quatro anos, em termos genéricos. O conselheiro sênior Robert Gibbs disse que Obama vai usar a oportunidade para comunicar que "vamos adiante do que tem paralisado esta cidade por tanto tempo". Segundo ele, Obama quer que democratas e republicanos "deixem da lado o partidarismo" para resolver problemas relacionados ao orçamento, impostos, gastos, armas e imigração. Gibbs afirmou que o presidente vai dizer ao país que isso será possível "se sentarmos por tempo suficiente, trabalharmos juntos e conversarmos juntos".
"Acredito que ele está confortável com o que tem, entende o momento em que o país está e está ansioso para começar", disse Gibbs em entrevista à uma rede de televisão norte-americana.
Os discursos de posse não costumam ser partidários e assessores da Casa Branca dizem que Obama não pretende falar de seus adversários políticos, mas defenderá seus valores e visões, apoiados pela maioria dos eleitores na eleição de novembro