"Esta demanda por assassinato contra pessoa desconhecida - de tal forma que Suha e Zawra Arafat não acusam ninguém: nem Estado, nem grupo, nem indivíudo - não prescreveu porque é feita menos de 10 anos depois de ocorridos os fatos e porque tem por objetivo estabelecer a verdade em memória de seu marido e pai", indica o comunicado do advogado Pierre-Olivier Sur.
"Suha e Zawra Arafat confiam plenamente na justiça francesa e, para permitir que realizem seu trabalho de forma completamente independente, não fornecerão nenhuma entrevista durante o andamento da investigação criminal, exceto se alguém tentar instrumentalizar politicamente esta situação", indica o comunicado.
Arafat morreu no dia 11 de novembro de 2004 no hospital militar de Percy, perto de Paris.
A tese de envenenamento foi reavivada na semana passada pela divulgação de um documentário na rede de televisão Al-Jazeera que afirma que o Institute for Radiation Physics de Lausanne (Suíça), que analisou amostras biológicas extraídas dos objetos pessoais de Arafat, encontrou nelas "uma quantidade anormal de polônio".