O relatório oficial reportou que a morte maciça de golfinhos ocorre periodicamente. "Não é a primeira vez que acontece. Ocorreu em Nova Zelândia, Austrália e outros países", destacou.
No entanto, a ONG Organização Científica de Conservação de Animais Aquáticos (Orca) determinou que os golfinhos morreram devido à atividade de empresas petroleiras que operam no norte do país.
A Orca enviou nesta terça-feira à AFP o resultado das investigações realizadas nas últimas semanas. "Mistério solucionado: o diagnóstico médico-forense diz que golfinhos e marsopas (golfinhos-de-dall) sofreram impacto acústico, desencadeando uma síndrome de descompressão aguda", destacou o relatório da ONG.
As carcaças de 877 golfinhos apareceram entre fevereiro e abril nas praias dos departamentos (estados) de Lambayeque, Piura e La Libertad, ao norte, um fenômeno que causou alarme entre as autoridades.
A preocupação cresceu porque, paralelamente, apareceram mortas na mesma região ao menos 5 mil aves marinhas, entre pelicanos e atobás, o que deu início a uma investigação estatal e de várias ONGs de conservação da vida marinha.
As investigações apontaram que as mortes dos cetáceos não têm qualquer relação com as das aves. Estas foram atribuídas ao aquecimento das águas marinhas, que provocou a migração para o sul de peixes como a anchova, alimento primordial de pelicanos e atobás.