A partir do documento e também de informações levantadas pelo próprio órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), o governo brasileiro pode receber uma série de recomendações, que têm o peso de orientações para aperfeiçoar o sistema existente. Autoridades da área de direitos humanos entendem que muitas dessas recomendações são repreensões, mas sem o peso de sanções ou limitações.
No documento enviado à ONU, o Brasil admite que deve aperfeiçoar, por exemplo, a acessibilidade no país. De acordo com autoridades, o assunto será abordado com destaque na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio%2b20, que se realizará em junho, no Rio de Janeiro. “O Brasil tem feito um enorme esforço para promover o desenvolvimento sustentável com inclusão social e garantia de direitos humanos, por acreditar que este seja o caminho para um mundo mais equânime, justo e pacífico”, diz o texto.
O governo acrescenta no documento que há “tarefas ainda por fazer. Priorizam-se iniciativas voltadas para as pessoas em situação de maior vulnerabilidade, por meio de ações transversais e integradas entre todo o setor público, a iniciativa privada e a sociedade civil. É com essa perspectiva de desenvolvimento em longo prazo que o Brasil tem se preparado para receber a Conferência Rio%2b20, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016”.