Boehner alertou para "vozes", tanto do partido democrata do presidente Barack Obama como do republicano, que defendem a diminuição da cooperação com a região e da ajuda a países como Colômbia e México.
"Não é o momento de 'virar a página' do Plano Colômbia" nem de outras iniciativas similares na região, alertou o líder republicano na 42º Conferência das Américas, que reuniu representantes da região no Departamento de Estado.
"Devemos renovar esse compromisso e escrever o próximo capítulo", apontou.
Boehner, que saudou a ratificação em outubro no Congresso americano dos tratados de livre comércio com a Colômbia e o Panamá, e disse que agora a meta deve ser um continente com "livre mercado, livre comércio e cidadãos livres".
"Vejo países vizinhos, cada um com sua identidade e características nacionais únicas, mas com um compromisso inquebrantável e compartilhado com a democracia e a liberdade", disse Boehner.
Contudo, ele afirmou que a expansão da influência iraniana em países como Cuba e Venezuela, "cujos governos se isolaram internacionalmente", assim como a do crime organizado, são "obstáculos" para esse objetivo.
"Devemos deixar claro que cooperaremos com nossos amigos" na região, mas que "insistiremos que todo país deve honrar o estado de direito, cumprir suas obrigações e respeitar as normas internacionais", acrescentou.