Depois de ser internado em um hospital chinês na quarta-feira, Chen disse temer por sua segurança e acusou os funcionários da embaixada americana de obrigá-lo a sair - uma acusação que os diplomatas americanos negam.
O caso provocou atritos diplomáticos entre a China e os Estados Unidos, em um momento em que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, estão em Pequim para conversas de alto nível com o governo chinês.
Chen "procurou liberdade em um reduto da liberdade - uma embaixada dos Estados Unidos da América. Não estamos orgulhosos com o fato de que as pessoas que procuram liberdade vão à nossa embaixada para encontrá-la?", disse Romney durante campanha na Virgínia.
"As informações - se estiverem corretas - são as de que nossa administração querendo ou não querendo comunicou Chen de uma ameaça implícita à sua família, e provavelmente agilizaram, ou deve ter agilizado, o processo de sua decisão de deixar a embaixada" para abrir caminho para as conversas bilaterais entre EUA e China, disse.
"Também é aparente, de acordo com essas informações, se estiverem corretas, que nossa embaixada deixou de tomar as medidas necessárias que garantissem a segurança de Sr. Chen e sua família", afirmou o pré-candidato republicano.
"Se essas informações estiverem corretas, este é um dia negro para a liberdade, e um dia de vergonha para a administração Obama."
"Nós somos um lugar de liberdade aqui e no mundo e devemos defendê-la onde quer que seja."
Os Estados Unidos afirmaram que conversavam com Chen sobre seu futuro.