"É muito difícil imaginar que o corpo da Al-Qaeda consiga os recursos, o treinamento, o talento e o dinheiro para repetir um ataque do tipo do 11 de setembro", disse o oficial, que pediu para não ser identificado.
Apesar de ser "muito cedo para cantar vitória, alguns afirmam que a organização que causou (o ataque de) 11 de setembro desapareceu quase totalmente", completou.
No entanto, "o movimento está certamente vivo, a ideologia da jihad global continua existindo, a filosofia de Bin Laden sobrevive em diversos lugares fora do Paquistão", declarou.
Entre as filiais da Al-Qaeda que representam maior perigo está a do Iêmen, que ganhou força ao se aproveitar do conflito que assola o país, afirmou o oficial.
A "descentralização" poderá significar que a maioria dos ataques no futuro será perpetrada por filiais regionais, disse Robert Cardillo, do Escritório do Diretório Nacional da Inteligência (ODNI, da sigla em inglês).
Cardillo reiterou um comunicado dos serviços de inteligência americanos, segundo o qual é pouco provável que no ano que vem a Al-Qaeda realize um ataque químico, biológico, radioativo ou nuclear contra os Estados Unidos.
Mas Cardillo admitiu que as autoridades enfrentam uma nova ameaça: os ataques realizados por indivíduos isolados, não vinculados, mas inspirados pela Al-Qaeda, como o islamita Mohammed Merah, que assassinou entre 11 e 19 de março três militares e quatro judeus, entre eles três crianças, na França.