"Ontem não havia licitações para Har Homa C, e hoje há", disse Daniel Seidemann, diretor da Terrestrial Jerusalen, uma organização não governamental israelense dedicada ao desenvolvimento de Jerusalém Oriental.
De acordo com Seidemann, estas licitações fazem parte de uma campanha punitiva de Israel contra os palestinos depois que a Palestina foi admitida como membro de pleno direito (e, portanto, como um Estado) na Unesco.
No início de novembro, Israel anunciou sua intenção de construir 2.000 novas casas para colonos (1.650 delas em Jerusalém Oriental) em resposta à decisão da Unesco de aceitar a Palestina.
Israel proclama Jerusalém como sua capital eterna e indivisível, enquanto os palestinos desejam que Jerusalém Oriental (ocupada e anexada por Israel após a Guerra dos Seis Dias, em 1967) seja a capital do Estado que tentam criar. A comunidade internacional considera que todas as colônias são ilegais, tanto as autorizadas pelo governo israelense quanto as ilegais.