O fogo começou em um dos módulos da prisão de São Pedro Sula, segunda cidade de Honduras, a 240 km ao norte da capital, e foi apagado pelos próprios presos com baldes de água.
Walter Amaya, chefe da polícia nacional, declarou à imprensa que está sendo realizado "um levantamento dos corpos" para identificá-los.
"A segurança já está garantida" no centro penitenciário, disse Amaya, insistindo em que "o fogo está controlado".
O incêndio alarmou a população já que ele acontece apenas um mês e meio depois de Honduras ter sido o epicentro de uma das piores catástrofes carcerárias do mundo, o incêndio da prisão de Comayagua, 90 km ao norte de Tegucigalpa, que deixou 361 detentos mortos.
Amaya afirmou que "grupos organizados que estão em conflito provocaram" o incêndio em San Pedro Sula, mas pediu para "esperar os resultados das investigações" para melhores informações sobre o que aconteceu.
O Centro Penal Sampedrano tem uma população de cerca de 2.250 presos, mas foi construído para 800. Entre os presos há membros das temidas gangues Mara Salvatrucha (MS) e Mara 18 (M-18), em módulos separados, e outros grupos de narcotraficantes, sequestradores e ladrões de veículos.
"Este incidente coloca novamente em destaque a crítica situação de nossas prisões", declarou à imprensa o ministro da Segurança, Pompeyo Bonilla.
A prisão de San Pedro Sula, considerada a cidade mais violenta do mundo segundo relatórios da ONU, é, com frequência, cenário de tragédias e enfrentamentos entre as gangues de presos.
No dia 17 de maio de 2004, 107 presos morreram em um incêndio nessa prisão, devido a problemas estruturais, um caso que está sob avaliação da Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede em San José.
O sistema penitenciário de Honduras é considerado uma "bomba relógio", pois as 24 prisões existentes no país, com capacidade para 8.000 pessoas, têm cerca de 13.000 presos.