"Acredito que isso não terá nenhuma repercussão" na visita, completou García sobre as críticas ao marxismo feitas pelo Pontífice na sexta-feira durante seu voo de Roma para o México, primeira escala de sua primeira viagem pelas nações latino-americanas de fala espanhola.
Bento XVI instou Cuba a deixar o marxismo de lado, ao afirmar que esta ideologia "já não corresponde à realidade" e "convém falar de novos modelos".
O arcebispo minimizou a importância destas declarações, afirmando que o que o Papa disse "é evidente" e não afetará sua visita a Cuba, a primeira de um papa desde a de João Paulo II em 1998, que marcou o degelo nas relações entre Igreja e Estado.
"O que o Papa disse é evidente", porque "o marxismo tal qual foi concebido tem que ser superado e revisado e não apenas em Cuba", disse García em coletiva de imprensa.
Bento XVI realizará em Santiago de Cuba uma das duas missas campais que realizará na ilha, onde permanecerá até a quarta-feira.
O Papa viajará na terça-feira a Havana, onde se reunirá com o presidente Raúl Castro e eventualmente com Fidel. Na quarta-feira oficiará uma missa na emblemática Praça da Revolução, antes de retornar a Roma.