"O corpo estava esmagado de uma forma que não podia ser percebido pelas buscas. Foram enviados cães farejadores", afirmou a fonte.
Lucas Menghini Rey era músico e trabalhava em um 'call center', e sua morte foi confirmada pelo instituto médico legal, segundo a agência estatal de notícias Télam.
A mãe do jovem peregrinou nos últimos dois dias por hospitais, necrotérios e cemitérios para encontrar o filho, vítima de uma das maiores catástrofes ferroviárias na Argentina, que deixou ainda 703 feridos.
Lucas Menghini Rey pegou na quarta-feira o trem lotado, com 2 mil passageiros da linha que liga a capital à superpovoada periferia oeste, que entrou sem frear em uma plataforma da estação do bairro comercial de Once, colidindo contra o local.
Outras 10 pessoas que estavam desaparecidas já tiveram seus corpos identificados pela Justiça, que também avançou na investigação do acidente, sob segredo de Justiça.
Uma alta fonte judicial disse que nem o maquinista Marcos Córdoba, de 28 anos, nem qualquer outra pessoa tenha sido responsabilizada e que a única novidade no caso é o pedido do promotor Federico Delgado para que o juiz Claudio Bonadío investigue os subssídios que a concessionária TBA recebia.
O titular da Auditoria Geral da Nação (AGN), Leandro Despouy disse na quinta-feira que realizaram "um relatório em 2008 sobre as deficiências do trem Sarmiento. A situação era desastrosa e o sistema de freios, péssimo. Nada mudou desde então".
O acidente em Once foi o terceiro mais grave da história ferroviária do país.