Uma comissão especial, formada por seis ministros, vai investigar o sistema penitenciário em Honduras e apontar alternativas para evitar incidentes como o ocorrido há uma semana, quando um incêndio matou mais de 350 pessoas. O presidente hondurenho, Porfirio Pepe Lobo, anunciou a decisão de criar a comissão.
De acordo com Pepe Lobo, farão parte da comissão os ministros dos Direitos Humanos, Ana Pineda; de Segurança, Pompeu Bonilla; de Planejamento, Julio Raudales; de Investimento Social, Edgar Martinez; da Família, Felipe Morales; e do Desenvolvimento Social, Hilda Hernandez.
Pelos dados das organizações de direitos humanos do país, 24 prisões enfrentam problemas de superlotação. Segundo essas organizações, as penitenciárias foram construídas para abrigar cerca de 8 mil prisioneiros, mas sua capacidade foi excedida em até 50%. Em julho de 2010, o governo hondurenho declarou emergência em nove prisões que entraram em colapso por superlotação.
Após o incêndio em Comayagua, ainda há 471 detentos hospitalizados. Os parentes dos mortos pressionam as autoridades para a liberação dos corpos e a investigação das causas do incêndio. As autoridades informaram que há dificuldades na identificação dos corpos devido à gravidade das queimaduras.
