Jornal Estado de Minas

Hillary defende o fim da mutilação genital feminina e condena a prática como tradição

AgĂȘncia Estado
Brasília – A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, condenou de forma veemente a mutilação feminina conhecida como circuncisão de mulheres, frequentes em países muçulmanos principalmente na África. “Não há nenhuma justificação cultural , que é pura e simplesmente uma violação de direitos humanos”, disse ela.
Várias entidades internacionais defendem o fim da prática da circuncisão feminina que ocorre em tribos de africanos que seguem o islamismo. Porém, entre os seguidores da mutilação a justificativa é que a prática faz parte da cultura e que as meninas – que são submetidas à circuncisão ainda na infância, antes da puberdade – escolhem manter a chamada tradição.

As organizações não governamentais estimam que cerca de 500 mil mulheres tenham sido submetidas à mutilação. A estimativa é que aproximadamente 180 mil crianças e adolescentes corram o risco da circuncisão feminina.

Hillary disse que sua manifestação ocorre no mês que marca o momento da tolerância zero à mutilação genital feminina – cuja sigla é MGF -, mas informou que “muitas diferenças culturais devem ser respeitadas”. No entanto, ela destacou que a mutilação genital feminina não está nesta relação de diferenças culturais.

Para a secretária norte-americana, os líderes religiosos desempenham um papel fundamental na erradicação da circuncisão feminina.

“Muitas tradições culturais, que existiram em muitas partes do mundo já não são aceitáveis. Não podemos desculpar como um assunto privado porque tem implicações públicas significativas. Não tem quaisquer benefícios para a saúde. É pura e simplesmente uma violação de direitos humanos”, disse ela.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa