Pela segunda vez, Rússia e China vetaram, neste sábado, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, um projeto de resolução condenando a repressão na Síria e que era apoiado pelo restante dos países da máxima instância decisória das Nações Unidas.
O novo projeto de resolução, que substitui outro mais duro, descartado de imediato pela Rússia, não pedia explicitamente que o presidente Bashar al Assad deixasse o poder.
No entanto, as concessões incluídas continuaram sendo insuficientes para a Rússia, tradicional aliado do regime de Damasco, e seu chanceler, Serguei Lavrov, havia afirmado antes da reunião em Nova York que submetê-lo à votação provocaria um "escândalo".
O novo veto sino-russo ocorre depois de a oposição síria informar a morte de mais de 230 civis na madrugada de sexta para sábado como consequência dos bombardeios à cidade de Homs.
Depois de dez meses de violência na Síria em que, segundo a ONU, morreram mais de 5.400 pessoas, a comunidade internacional não consegue chegar a um acordo para deter a repressão no país.