Cerca de 10 mil egípcios reuniram-se nesta sexta-feira na Praça Tahrir, no centro do Cairo, para marcar o primeiro ano da chamada "Sexta-feira de Fúria", dia crucial para o levante popular que derrubou o presidente Hosni Mubarak. No ano passado, as forças de segurança agrediram manifestantes na praça, matando e ferindo centenas. Milhões de egípcios foram às ruas na ocasião pedindo democracia e reformas sociais.
Um ano depois, os políticos islâmicos e os liberais mostram-se divididos. A Irmandade Muçulmana venceu as eleições parlamentares e nota que o governo militar prometeu entregar o poder após as eleições presidenciais marcadas para junho. Já os liberais suspeitam que os militares querem manter algum poder e prometem manter os protestos. Além disso, exigem julgamentos para os membros do conselho militares responsáveis pelas mortes de manifestantes nos últimos meses.
Na quarta-feira, centenas de milhares de pessoas se reuniram na Praça Tahrir para marcar o primeiro aniversário do início do levante. A manifestação foi pacífica.