De acordo com o governo chinês, uma "multidão" atacou a delegacia de polícia em Seda e deixou 14 policiais feridos, o que forçou a polícia a abrir fogo contra os manifestantes. A agência estatal de notícias da China, Xinhua, informou que um manifestante foi morto, outro ferido e 13 foram detidos.
A província de Sichuan permanece tensa. Pelo menos 16 monges e monjas budistas e outros tibetanos não religiosos se auto-imolaram com fogo no ano passado, em protesto contra o governo chinês. Muitos deles gritaram pela liberdade do Tibete e contra o domínio chinês no país do Himalaia, que data de 1959.
Embora a China alegue que o Tibete está sob seu controle há séculos, muitos tibetanos dizem que na prática a região era independente da China, pagando apenas um respeito nominal ao imperador chinês.
A Xinhua citou um policial, o qual afirmou que um multidão tentou invadir a delegacia de polícia de Seda no final da tarde de terça-feira. Segundo ele, os manifestantes usaram facas, coquetéis molotov e pedras para agredir a polícia. "Eles também atiraram na gente com armas de fogo, ferindo 14 policiais", disse o oficial à Xinhua. A confirmação independente do número de mortos e feridos em Sichuan é muito difícil porque o acesso à província é restrito e o aparato de segurança local é pesado.