Nesta sexta, milhares de pessoas convergiram de vários bairros da cidade de 18 milhões de habitantes à praça Tahrir, que no ano passado serviu de epicentro para os protestos que levaram ao fim do regime de Mubarak em 11 de fevereiro. "Quando nós descemos aqui para esta praça em 25 de janeiro, as pessoas estavam contra nós. Mais tarde, nos chamaram de a geração que quebrou as barreiras quando Mubarak caiu", disse Shaima Zein, uma manifestante de 24 anos. "Mas a ditadura é o mesmo".
Um manifestante em Tahrir carregava um cartaz com um retrato de Mubarak e uma corda ao redor do pescoço do mandatário, manifestando o desejo que ele seja enforcado. Mubarak está em julgamento e pode mesmo ser sentenciado à morte. Entre 25 de janeiro e 11 de fevereiro do ano passado, as forças de segurança do Egito mataram 846 manifestantes, segundo dados do governo. Milhares de pessoas foram feridas.
A junta militar supervisionou as recentes eleições no Egito, as quais foram vencidas por partidos islamitas com quase 70% dos votos para o Parlamento de 498 cadeiras. A eleição foi considerada a mais justa na história moderna do Egito.