Estas prudentes declarações contradizem as afirmações do ministro japonês das Finanças, Jun Azumi, que na quinta-feira sustentou que o Japão irá "adotar o quanto antes medidas concretas e planejadas para reduzir ainda mais a parte" iraniana de suas importações de petróleo.
Este anúncio, realizado após uma reunião com o secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner, foi considerado um apoio japonês à tese americana e uma vitória da diplomacia dos Estados Unidos, depois de uma clara rejeição da China.
Diante das pressões para que a posição japonesa fosse esclarecida após as declarações contraditórias de seus ministros, o primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, destacou nesta sexta-feira à noite que "as afirmações do (ministro das Finanças) Azumi eram um ponto de vista individual".
"De agora em diante, o governo deve definir sua posição examinando as consequências. Os detalhes devem ser estudados em coordenação com os americanos na próxima semana", acrescentou Noda. O Japão importa entre 9% e 10% de seu petróleo do Irã, e já reduziu esta parte a quase a metade nos últimos cinco anos, lembrou o ministro das Relações Exteriores.
"Se queremos adotar sanções sobre o petróleo, é necessário que estas medidas sejam plenamente eficazes e que não tenham o efeito contrário", destacou Gemba, afirmando que um encarecimento do petróleo beneficiaria o Irã. O chanceler japonês opinou que semelhante embargo "poderia ter efeitos negativos não apenas na economia japonesa, mas também na economia mundial".