Esta investigação destacou "falhas graves de sinalização" dos trens e a reação lenta e inadequada das autoridades ferroviárias.
"A China Railway Signal and Communication Corp., o principal abastecedor de equipamentos de sinalização, não assumiu plenamente suas responsabilidades, e isso provocou falhas graves de sinalização e riscos à segurança dos equipamentos", indica o informe oficial.
"O ministério das Ferrovias tampouco geriu convenientemente as operações de resgate, não comunicou as informações rapidamente e não soube responder à preocupação do público de maneira apropriada", acrescentou o informe.
Entre as 54 pessoas que foram submetidas a "sanções disciplinares", incluem-se Liu Zhijun, ex-ministro das Ferrovias, e Zhang Shuguang, segundo engenheiro-chefe do Ministério, que já havia sido afastado de suas funções por "falta grave de disciplina".
A China construiu em menos de uma década a maior rede ferroviária de alta velocidade em todo o mundo, mas o ministério das Ferrovias foi acusado de sacrificar a segurança para cumprir com os prazos previstos.
O acidente entre os dois trens de alta velocidade ocorreu nas proximidades da vila de Wenzhou e levou a China a suspender qualquer novo projeto de construção de vias férreas, e retirar 54 trens da emblemática linha que une Pequim a Xangai.