Fontes de segurança informaram que foram detidas 181 pessoas, pegas em flagrante com coquetéis Molotov, atacando as forças policiais e militares e assaltando edifícios governamentais.
A agência de notícias estatal egípcia Mena informou que 164 pessoas foram acusadas e levadas a um tribunal por participação em ataques contra membros das Forças Armadas e da polícia e por resistência às autoridades. Manifestantes civis e forças policiais trocam acusações de instigar a violência, a brutalidade e o vandalismo.
Esses confrontos são os mais graves desde os registrados poucos dias antes de 28 de novembro, data em que começaram as primeiras eleições legislativas no país desde a queda de Mubarak, causando 42 mortos, a maioria no Cairo.
O primeiro-ministro, Kamal al-Ganzuri, disse que está em curso uma "contrarrevolução", que não é feita pelos “jovens da revolução”, e assegurou que "nem o Exército nem a polícia abriram fogo" contra os manifestantes.
Os ativistas reclamam o fim do poder militar, enquanto prossegue a segunda fase das eleições legislativas. A primeira fase, realizada em um terço do país, deu 65% dos votos aos partidos islâmicos, dos quais 36% para a Irmandade Muçulmana e 24% para os fundamentalistas salafitas.