Nesta segunda-feira, pela primeira vez, o extremista teve acesso aos meios de comunicação. Em 29 de novembro, a promotoria norueguesa anunciou que Breivik poderá ser condenado a uma internação psiquiátrica perpétua, mas não à prisão.
Segundo um relatório psiquiátrico, o extremista de direita desenvolveu com o tempo uma "esquizofrenia paranóica", um diagnóstico que, se confirmado, o levará para uma internação em um estabelecimento psiquiátrico.
Os especialistas o descreveram como uma pessoa que se encontra em um universo ilusório, onde todos os seus pensamentos e gestos são guiados pelas ilusões.
Hostil ao Islã e ao multiculturalismo na Europa, Behring Breivik explodiu uma bomba perto de uma sede do governo norueguês.
Depois, vestido de policial, atirou por aproximadamente uma hora e meia contra jovens socialistas que participavam de um evento na ilha de Utoeya.
Os dois psiquiatras que deram seus pareceres sobre a responsabilidade penal de Behring Breivik, Synne Serheim e Torgeir Husby, concluíram que o autor do massacre era psicótico e, portanto, penalmente irresponsável. O relatório será agora analisado por uma Comissão médico-legal para assegurar que o documento atende todas as exigências profissionais.
Os dois psiquiatras redigiram o documento após 13 encontros com Behring Breivik na penitenciária de segurança máxima de Ila, perto de Oslo, onde ele está detido em caráter provisório.
Apesar de ter assumido a autoria dos ataques, Behring Breivik recusa a se declarar culpado. Afirma que foi um ato de guerra e que seu gesto, mesmo atroz, foi necessário.
A última palavra sobre a responsabilidade penal de Breivik virá do tribunal, que geralmente segue as recomendações dos especialistas. O início do julgamento de Behring Breivik está previsto para 16 de abril de 2012 e deve durar 10 semanas.