"Nós devemos viver em harmonia não apenas com o conselho militar mas com todas as facções egípcias", disse Badie à emissora privada de televisão Al-Mehwar. "Haverá reconciliação entre os três poderes: o Parlamento, o governo e o conselho militar governante."
Seus comentários parecem ter sido uma tentativa de assegurar aos egípcios e aos aliados externos que a Irmandade permanece comprometida com a democracia e não quer levar o país para um caminho extremista.
A Irmandade Muçulmana, o maio e melhor organizado grupo político do Egito, conquistou cerca de 37% dos votos, segundo resultados parciais divulgados no domingo.
Mas o bloco Al-Nour conquistou quase um quarto dos votos para os salafistas, que querem impor uma versão rígida da lei islâmica no Egito.
Por outro lado, Badie ameaçou que seu grupo irá para as ruas caso ocorra alguma tentativa de manipular os resultados.
"Vamos para as ruas se houver qualquer fraude ou manipulação da Constituição", afirmou ele, destacando que "a Irmandade Muçulmana não quer o monopólio do poder".
As eleições, que começaram em 28 de novembro, são realizadas em três etapas e serão concluídas em março. Os eleitores escolhem tanto candidatos individuais quanto partidos, o que irá determinar quase todos os assentos destinados a indivíduos no primeiro turno, cerca de um terço das 498 cadeiras do Legislativo.