Cheikh Hemyar acusou as tropas de Saleh de não respeitar esta trégua anunciada por uma fonte governamental e que teria supostamente entrado em vigor no meio da tarde. Uma fonte tribal afirmou que os bombardeios deixaram um morto e nove feridos entre os partidários dos dois chefes tribais.
Os manifestantes em Sanaa, estimados em vários milhares, tinham tentado se dirigir para o bairro de Al-Qaa, ocupado pelas forças fiéis ao presidente, quando foram atacados. "Kadhafi caiu, açougueiro, ouça seu povo", "o povo quer a condenação do tirano na justiça", bradavam os manifestantes contra o chefe de Estado, no poder há 33 anos.
Entre 15 e 18 de outubro, pelo menos 23 manifestantes e dois militares dissidentes morreram na dispersão de manifestações semelhantes.
Taëz, outro foco da onda de contestação 270 km a sudoeste de Sanaa, onde além dos onze mortos, 33 civis ficaram feridos, viveu uma jornada de bombardeios e confrontos entre combatentes tribais ligados aos opositores e as tropas do chefe de Estado.
Disparos de obus de morteiro efetuados pelas forças do regime atingiram dezenas de casas, provocando pânico e forçando as escolas a fechar.
Mais tarde nesta terça, a porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland, indicou que o presidente Saleh havia assegurado ao embaixador americano em Sanaa que pretende cumprir um plano que prevê sua saída do poder. Saleh já prometeu em diversas oportunidades deixar o poder, mas não cumpriu sua palavra.
O presidente iemenita fez essas declarações durante um encontro com o embaixador americano Gerald Feierstein após a adoção por parte de Conselho de Segurança da ONU de uma resolução pedindo para que assine um plano das monarquias árabes membros do Conselho de Cooperação do Golfo.