Há aproximadamente sete meses ocorrem manifestações frequentes em várias cidades do Chile. Em geral, as ações são comandadas por estudantes que cobram reformas na educação. Anteontem (19), os tumultos foram intensos e houve confrontos entre manifestantes e policiais, além de barricadas.
De acordo com as autoridades, cerca de 1.700 pessoas foram presas em sete meses de manifestações. Para o vice-ministro do Interior, Rodrigo Ubilla, essa etapa dos protestos é como um "novo ciclo de violência". O ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, avisou que será executada a Lei de Segurança do Estado contra os manifestantes que atearam fogo a um ônibus em uma das avenidas de Santiago.
Nos últimos meses, o governo do presidente Sebastián Piñera apresentou propostas de reforma da educação e se reuniu por duas vezes com os estudantes para buscar um acordo. As sugestões foram rejeitadas. A principal reivindicação é a gratuidade do ensino superior no país – atualmente, as universidades chilenas são todas privadas.