Jornal Estado de Minas

Chile encerra dia de protesto estudantil com "panelaço"

Cerca de 250.000 estudantes estão sem aulas, assim como milhares de universitários

AFP
Um "panelaço" na noite dessa terça-feira em Santiago encerrou o primeiro dia do protesto de 48 horas convocado pelos estudantes que exigem educação pública gratuita e de qualidade no Chile. Milhares de pessoas saíram às ruas buzinando e batendo panelas e tambores, em diversos bairros da cidade, reeditando um protesto típico da época da ditadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990), constatou a "AFP".
No bairro boêmio de Plaza Ñuñoa, no leste de Santiago, ao menos 500 pessoas protestaram de forma pacífica e festiva durante horas. O protesto foi convocado pela Confederação de Estudantes do Chile (Confech) em meio à longa campanha por um ensino público gratuito e de qualidade, iniciada há cinco meses.

Durante o dia, os estudantes chilenos enfrentaram a polícia, levantaram barricadas incendiárias em vários pontos de Santiago e queimaram um ônibus, o que provocou caos no trânsito. Os incidentes ocorreram pela manhã, nos arredores de diversas universidades e colégios.

Ao longo de cinco meses de protestos, os estudantes realizaram cerca de 30 mobilizações que na maior parte acabaram em confrontos com a polícia.