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Durante as primeiras horas de mobilização, um ônibus do transporte público foi incendiado por um grupo de encapuzados nos arredores da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade do Chile. O motorista ficou ferido, mas todos os passageiros saíram ilesos.
Em ao menos outros 10 pontos da cidade também foram levantadas barricadas e fogueiras com a queima de lixo, pneus e outros objetos, que obrigaram a paralisação do trânsito em grande parte da cidade, de mais de 6 milhões de habitantes, na hora do rush pela manhã, provocando engarrafamentos.
"Como governo, não estaríamos cumprindo nossa obrigação se, ao apresentar uma ação judicial, não invocássemos essa lei que, por conta desses atos, somos obrigados a invocar", completou o ministro do Interior.
O dia de protesto foi convocado pela Confederação de Estudantes do Chile (Confech) e ocorre em um momento em que o diálogo com o governo foi interrompido, depois que os estudantes se retiraram em 4 de outubro da mesa de negociação aberta para destravar esse conflito que se arrasta há mais de cinco meses.
Hizpeter afirmou que durante esta terça-feira o governo viu "muita violência, muita falta de respeito com os chilenos que simplesmente querem ter uma vida normal, muita destruição sem sentido".