Os distúrbios mais graves foram registrados em Roma, na Itália. Segundo autoridades italianas, a manifestação dos indignados, no último dia 15, geraram 35 feridos, incluindo 105 policiais, e prejuízos superiores a 1 milhão de euros. Dos 30 manifestantes feridos, dois tiveram os dedos amputados devido à explosão de bombas.
A previsão, segundo autoridades, é que 12 manifestantes detidos pela polícia devem ser levados a julgamento. O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, acrescentou que os responsáveis pelos tumultos serão punidos. Carros e um depósito do Exército, no centro de Roma, foram incendiados. Bancos e lojas se tornaram alvos de ataques.
De acordo com a polícia da Itália, os confrontos na zona da Praça de São João de Latrão duraram cerca de quatro horas e a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para conter os manifestantes. Roma não tinha problemas de violência dessa dimensão desde os confrontos entre forças da ordem e militantes políticos nos anos de 1970 e 1980, que provocaram vários mortos.