"Minha conclusão é que o principal responsável pela tragédia é o presidente da república", disse Polyviou, um especialista técnico, em declarações à televisão cipriota. A munição, que incluía nitroglicerina, armazenada em 85 contêineres, foi confiscada em fevereiro de 2009 de um navio mercante de bandeira cipriota, suspeito de transportar a carga do Irã com a Faixa de Gaza como destino. As Nações Unidas determinaram que o navio desrespeitou o embargo de armas ao Irã.
Os contêineres com os explosivos ficaram dois anos e meio empilhados a céu aberto, expostos às bruscas mudanças de temperatura na ilha do Leste do Mediterrâneo. Militares cipriotas alertaram, cinco meses antes da explosão, que a carga poderia ser detonada apenas por causa da exposição prolongada à intempérie.