O líder iemenita se referia ao general dissidente Ali Mohsen al Ahmar, que aderiu aos protestos populares deflagrados no início do ano, e à poderosa tribo Ahmar.
"Se transferirmos o poder e eles estiverem lá, significará que fomos objeto de um golpe de Estado", disse Saleh, que voltou há uma semana ao Iêmen, após três meses de tratamento médico na Arábia Saudita em consequência de um ataque sofrido em junho passado.
"Se transferirmos o poder e eles permanecerem em suas posições, tomando as decisões, será muito perigoso. Isto conduzirá a uma guerra civil".
Os repórteres da revista Time e do jornal Washington Post que realizaram a entrevista observaram "cicatrizes profundas" no rosto de Saleh, que apresentava problemas de audição.