"Somos confrontados com a mentalidade líbia que quer que cada tribo, cada região, cada cidade tenha a sua parte no novo governo”, acrescentou, justificando a dificuldade de formar o executivo de transição. Abdeljalil disse que, no momento, “a prioridade é a libertação do território e o restabelecimento da segurança" para os líbios.
O anúncio da composição do governo de transição da Líbia, que estava inicialmente previsto para 18 de setembro, foi adiado por tempo indeterminado para "terminar as consultas", por falta de acordo. Caberá ao CNT gerir a transição de poder na Líbia até as eleições e elaborar uma nova Constituição para o país. No dia 2, o CNT informou que pretendia governar o país até a eleição de uma Assembleia Constituinte, daqui a oito meses, tendo avançado com um plano de realização de eleições gerais um ano depois.
Segundo o representante da ONU, Ian Martin, a contagem do período de oito meses não deve começar até que as novas autoridades, que dizem controlar 90% do território da Líbia, declarem a "libertação" total do país.