Os EUA há muito tempo exigem que o Paquistão adote medidas contra a rede Haqqani, e suspeitam que o grupo teve apoio dentro dos temidos serviços de inteligência do Paquistão. Mas os comentários públicos são uma marca das relações tensas entre os frágeis aliados antiterror, com as relações ainda mais complicadas desde a incursão americana em solo paquistanês que matou o líder da Al-Qaeda Osama Bin Laden em maio.
Quando solicitado a fornecer evidências da ligação com o governo paquistanês, Munter disse apenas que "nós acreditamos que seja o caso". Reconhecendo que o ano passado foi "duro", o embaixador convocou uma ação conjunta contra o terrorismo e disse que Estados Unidos e Paquistão estão "fundamentalmente do mesmo lado".
Não houve reação imediata de Islamabad sobre as acusações, mas o governo paquistanês negou com veemência qualquer ligação com grupos militantes. Acredita-se que a rede Haqqani esteve por trás de alguns dos ataques mais mortíferos no Afeganistão, onde a Otan planeja uma retirada gradual das tropas após uma guerra de 10 anos.