Jornal Estado de Minas

IRENE

Irene deixa os EUA com 32 mortos e inundações históricas

Os danos provocados pelo furacão podem chegar a sete bilhões de dólares

AFP

Moradora anda pela rua destruída pela passagem do furacão Irene na Carolina do Norte - Foto: REUTERS/Jose Luis Magana

A tempestade tropical Irene se afastou nesta segunda-feira do território americano deixando um saldo de 32 mortos, inundações históricas no estado de Vermont e milhões de pessoas sem eletricidade ao longo do litoral.

Em Nova York, que saiu quase ilesa do furacão, que caiu para tempestade tropical um pouco antes de chegar à ilha, a situação se normalizava nesta segunda-feira. Os transportes públicos reiniciaram suas atividades e os três aeroportos da cidade reabriram suas operações para voos de chegada. “Com algumas exceções, o serviço foi retomado em todas as linhas do metrô. Mas os serviços estão menos frequentes que o habitual; os usuários deverão esperar mais tempo e haverá trens mais cheios", informou a Autoridade Metropolitana de Transportes.

Os três aeroportos de Nova York, entre eles o internacional JF Kennedy, foram reabertos para voos de chegada, informou Steve Coleman, porta-voz das autoridades aeroportuárias para Nova York e Nova Jersey.

Mas se o Irene perdoou Nova York, o mesmo não aconteceu com o pequeno estado de Vermont (noroeste), fronteira com o Canadá, que sofreu inundações históricas, as piores desde 1927, segundo suas autoridades. Na capital Montpelier, a água começava retroceder, mas 37.500 pessoas continuavam sem eletricidade, mesma situação vivida por milhares de pessoas afetadas pelo mesmo problema ao longo de todo o litoral leste.

A passagem de Irene por nove estados do leste dos Estados Unidos deixou 32 mortos, informaram nesta segunda-feira fontes dos serviços de emergência e a imprensa locais. Os mortos foram seis em Nova York, Carolina do Norte e Pensilvânia, quatro na Virgínia, três em Nova Jersey, dois em Connecticut, na Flórida e Vermont, e um em Maryland, de acordo com uma contagem da AFP. A maioria das mortes ocorreu por quedas de árvores, acidentes de trânsito e inundações.

O furacão, que agora está no Canadá como tempestade subtropical, custaria às seguradoras entre 1,5 e três bilhões de dólares em pagamentos por danos em casas, veículos e empreendimentos comerciais, afirmou ao Los Angeles Times Jose Miranda, diretor da Eqecat Inc., uma empresa de avaliação de catástrofes com sede em Oakland, Califórnia.O prejuízo total, incluindo perdas não cobertas por seguros, alcançariam entre cinco e sete bilhões de dólares, afirmou Miranda