Cuba celebrará de 16 a 19 de abril o VI Congresso do Partido Comunista (PCC), o primeiro em quase 14 anos, que aprovará as reformas do modelo econômico e decidirá se Fidel Castro, afastado do governo desde 2006, continua como primeiro-secretário.
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Único partido legal, o PCC é "a força dirigente superior da sociedade e do Estado", segundo a Constituição; elege a cada congresso o primeiro e o segundo secretários - os irmãos Fidel e Raúl Castro desde sua fundação em 1965.
O Congresso do PCC é decisivo em um sistema comunista porque define as políticas de defesa, assim como as políticas e o programa econômico para o quinquênio seguinte.
História
A seguir os resultados dos cinco congressos realizados desde 1975:
- I CONGRESSO: 17-22 de dezembro de 1975. Marcado pelo início da missão militar em Angola e a sovietização do modelo cubano. Cuba entrou para o bloco econômico soviético (CAME), começou o processo de institucionalização, aprovação da Constituição Socialista (1976) e criação do Poder Popular como estrutura de governo.
- II CONGRESSO: 17-20 de dezembro de 1980. Enfatizou o desenvolvimento econômico e defesa do país, confirmando uma linha pró-URSS. Analisou a consolidação e o aperfeiçoamento do Sistema de Direção e Planejamento da Economia.
- III CONGRESSO: 4-7 de fevereiro de 1986. Início do distanciamento com a União Soviética, após a Perestroika, com uma revisão do modelo econômico cubano denominada "Processo de retificação de erros e tendências negativas", iniciado por Fidel Castro um ano antes. Teve uma sessão no fim do ano.
- IV CONGRESSO: 10-14 de outubro de 1991. Celebrado em meio ao desconcerto pela desintegração da URSS. Aprovou a abertura religiosa e estabeleceu as bases para a reforma econômica, sob um programa de ajuste chamado "Período especial para tempo de paz".
- V CONGRESSO: 8-10 de outubro de 1997. Confirmou a validade das reformas - circulação do dólar, abertura aos investimentos estrangeiros e pequenos negócios -, empreendidas em 1993 para enfrentar a crise sob o socialismo.