
Correspondentes no país dizem que o principal objetivo da visita de Carter é negociar a libertação de Alan Gross, contratado pelo governo americno.
Gross foi condenado no começo do mês a 15 anos de prisão por fornecer equipamento de comunicação por satélite a grupos judaicos em Cuba, sob um programa patrocinado pelo Departamento de Estado dos EUA.
Autoridades cubanas dizem que o equipamento tinha como objetivo dar a dissidentes acesso à internet, como parte de esforços para desestabilizar o regime de Raúl Castro.
Na sexta-feira, uma autoridade dos EUA na capital cubana disse à agência de notícias AFP que qualquer intervenção de Carter seria bem-vinda. "Esperamos que ele fale com o governo americano para pedir uma libertação humanitária", disse Molly Koscina, porta-voz da missão diplomática dos EUA em Havana.
O governo dos EUA disse que não poderá haver qualquer grande iniciativa para facilitar as relações dos EUA com Cuba enquanto Gross permanecer preso.
Carter, que tem 86 anos, encontrou-se nesta segunda-feira com líderes da comunidade judaica de Cuba e com o cardeal Jaime Ortega. Nesta terça-feira ele se encontrará com o presidente cubano, Raúl Castro.
Carter foi o primeiro ex-presidente dos EUA a visitar a ilha comunista desde que Fidel Castro chegou ao poder, em 1959. Nenhum presidente americano visitou a ilha desde então.
Carter já havia estado em Cuba antes, em 2002, quando exortou os EUA a suspenderem o embargo comercial imposto contra Cuba. Ele pediu às autoridades cubanas que realizassem reformas democráticas e a melhorarem seu histórico de direitos humanos.