De acordo com Moghrabi, 12 pessoas morreram na quarta-feira em Brega nos violentos combates entre os insurgentes e as forças leais ao regime, apoiadas pela aviação e com artilharia pesada. A aviação de Kadafi também bombardeou na véspera um arsenal na cidade de Ajdabiya, também a leste de Trípoli). Brega e Adjabiya são dois pontos estratégicos para qualquer plano de marcha sobre a capital.
Na véspera, a oposição líbia, que controla uma parte do leste do país, pediu às Nações Unidas que autorizem bombardeios contra os mercenários que combatem nas fileiras do líder líbio.
A Otan, no entanto, por ora não tem nenhuma intenção de intervir na Líbia, mas suas autoridades militares se preparam para qualquer eventualidade, afirmou o secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rasmussen.
O secretário-geral afirmou ainda que a Otan "acompanha de perto a situação" e leva em consideração o pedido dos opositores ao regime líbio de Muamar Kadafi de uma intervenção aérea estrangeira, mas também destacou que a resolução da ONU sobre a situação na Líbia não inclui o recurso à força.
Por outro lado, o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, anunciou que investigará de 10 a 15 autoridades líbias suspeitas de "crimes contra a humanidade" por atos "gravíssimos" contra a população civil.
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Por fim, fontes do ministério da Defesa da Holanda informaram que três soldados holandeses foram capturados no domingo por homens armados durante uma operação de retirada de civis na Líbia. A informação havia sido revelada pelo jornal De Telegraaf.
Segundo o jornal, os três soldados holandeses foram capturados por homens leais ao coronel Muamar Kadhafi quando participavam na operação de retirada por helicóptero de dois civis da cidade de Sirte. Os dois civis foram entregues pelos líbios à embaixada da Holanda.