Jornal Estado de Minas

PATRIMÔNIO CULTURAL

Praça da Estação vai passar por restauração e reforma

A Praça Rui Barbosa, mais conhecida como Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, é um dos mais conhecidos patrimônios culturais da cidade. O local, marcado por uma multiplicidade de usos ligados ao transporte, cultura, lazer e política, passará por uma reforma neste mês de outubro. 





Antes mesmo de ser conhecido como Praça da Estação, o local já desempenhava um importante papel, sendo a porta de entrada de toda a matéria-prima usada na construção de BH, fundada em 1897. Em 1898, como forma de marcar o novo ritmo da capital que crescia, o primeiro relógio público da cidade foi instalado no alto da torre do prédio que, nos primórdios, abrigou a estação ferroviária. A construção oficial da praça teve início em 1904 e, desta época, destacam-se até hoje nos jardins os dois leões em mármore, encomendados ao artista plástico belga Folini. O atual prédio da Estação Central foi inaugurado em 1922, substituindo a primeira estação.

Outras reformas já foram feitas no local, com a reconstrução dos jardins e a troca das estátuas de mármore, danificadas por vandalismo. Para a nova revitalização, é esperado que as fontes luminosas sejam refeitas e pisos danificados, trocados. O projeto prevê ainda a recuperação e instalação de novos bancos, lixeiras, arvoreiros e delimitadores de tráfego. Apesar da imagem de carros estacionados na frente da praça ser comum em fotos antigas, os danos causados pelo trânsito inadequado de veículos sobre a esplanada danificaram áreas do local. Fazem parte do conjunto da Praça da Estação a Serraria Souza Pinto, o Viaduto Santa Tereza e o Centro Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais.

*Estagiária sob supervisão do subeditor Gabriel Felice