Jornal Estado de Minas

HOMICÍDIO

Acusada de matar homem a facadas cumprirá metade da pena em regime aberto

Uma mulher de 36 anos, acusada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por homicídio duplamente qualificado contra um homem, de 39 anos, morto a facadas em abril de 2021, foi condenada ontem (10/11), em Tribunal do Júri, em Araxá, a quatro anos de prisão.




 
Como ela já cumpriu dois anos de reclusão no Presídio de Araxá, terá dois anos de prisão em regime aberto.
 
O advogado de defesa da mulher, Willian Silva, explicou que os jurados acolheram a tese de que ela, antes de praticar o crime, foi assediada e importunada sexualmente.

 
“Inicialmente, o MP trouxe a acusação de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil, uma vez que o desentendimento teria sido por uma pedra de crack, e recurso que dificultou a defesa da vítima. Mas a defesa veio com a tese de homicídio privilegiado e o decote das duas qualificadoras”, explicou.
 
Ainda conforme o advogado, não foi pedido pela defesa a absolvição dela e sim uma pena mais justa.
 
O crime aconteceu no fim da noite do dia 28 de abril de 2021, em residência do bairro Max Neumann, em Araxá.
 
Segundo o Código Penal, o homicídio privilegiado é uma hipótese de diminuição da pena nas situações em que se comete o crime impulsionado por “relevante valor moral ou social ou sobre o domínio de violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima”.