Vai a júri popular, nesta sexta-feira (9/9), o último torcedor do Atlético acusado de assassinar um cruzeirense durante briga na Avenida Nossa Senhora do Carmo, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, há quase 12 anos. O confronto entre integrantes das torcidas organizadas Galoucura e Máfia Azul aconteceu em frente a uma casa de shows onde acontecia um evento de luta e terminou com a morte do jovem Otávio Fernandes, aos 19 anos.
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Em busca de Ana: pais pedem ajuda para achar filha desaparecida em BHCondenado a mais de 20 anos homem que matou esposa por não aceitar divórcioHomem é espancando até a morte em MG; vítima residia com o suspeitoGuilherme é acusado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado. O órgão aponta motivo torpe, por ser relacionado à rivalidade entre torcidas; meio cruel, pelo uso de pauladas e cavaletes de ferro; e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi surpreendida pelo ataque.
Relembre o caso
No dia 27 de novembro de 2010, o espaço de show na Avenida Nossa Senhora do Carmo, então chamado Chevrolet Hall, sediava um evento de MMA (Artes Marciais Mistas, na sigla em inglês) no qual lutava César ‘Gordinho’, professor da academia existente na sede da Galoucura. A participação do lutador motivou a presença de vários integrantes da organizada do Atlético no local.
Na mesma data, integrantes da Máfia Azul se preparavam para uma viagem ao Rio de Janeiro, onde acompanhariam o Cruzeiro em uma partida contra o Flamengo. Segundo a Polícia Militar, um dos ônibus da torcida parou em frente ao local. Na versão da torcida, a confusão aconteceu com membros que compareceram ao evento por serem fãs e praticantes de artes marciais, sem relação com a excursão ao estado vizinho.
Ao perceber a movimentação, um integrante da Galoucura comunicou aos que estavam dentro do Chevrolet Hall sobre a presença de membros da torcida rival na parte externa. Foi quando eles saíram do local e começaram a briga.
Otávio foi alcançado sozinho por um grupo de torcedores atleticanos e espancado até a morte. Com a vítima já ferida e no chão, os agressores seguiram a atacando e desferiram golpes com um cavalete de ferro em sua cabeça. As imagens foram filmadas e circularam amplamente à época do ocorrido.