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Estado de Minas CRIME NO TRÂNSITO

Sindpol acusa uso eleitoreiro do caso do delegado que matou motorista

Presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil denuncia que situação de Rafael Horácio pode estar sendo usada com fins eleitorais pelo governo de Minas


02/08/2022 12:00 - atualizado 02/08/2022 16:41

Investigador Wemerson, presidente do Sindpol
Investigador Wemerson 'Lorin', presidente do Sindpol, teme que caso do delegado Horácio seja usado de forma eleitoreira (foto: Sindpol)

A prisão do delegado Rafael de Souza Horácio, pela morte do motorista de reboque Anderson Cândido de Melo, durante briga de trânsito na última terça-feira (26/7), causou insatisfação em parte da Polícia Civil de Minas Gerais, que entende não haver necessidade de o policial ficar na cadeia. A prisão, pedida pela Corregedoria da PCMG, foi deferida pela Justiça.

O presidente do Sindpol (Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais), investigador Wemerson Silva de Oliveira 'Lorin', classifica a situação como eleitoreira por parte do governo do Estado, por intermédio da Corrregedoria da PCMG.


O dirigente da categoria diz que o Sindipol acompanha o caso de perto. Ele diz estar perplexo com a situação. “Não houve tempo nem motivos para que a prisão fosse decretada. Em primeiro lugar, o delegado socorreu a vítima, e, espontaneamente, se apresentou à Corregedoria, prestou depoimento e entregou sua arma.”


O investigador Wemerson diz estranhar o fato de a Corregedoria, além de pedir a prisão, obter um mandado de busca e apreensão, não só na casa do delegado, mas também em seu gabinete, e apreender o celular. “Bastava ter a arma, o resto é sem sentido. Com a arma do crime já em poder da polícia, não é preciso mais nada.”


Ele afirma, ainda, que pegaram duas testemunhas e tudo foi feito com base no depoimento dessas duas testemunhas. “Seria preciso ter procurado outras testemunhas e assim, ter mais informações.”


O investigador Wemerson diz estar preocupado com o fato de que a decisão tenha sido uma resposta midiática, com vistas à próxima eleição para governador. “A Polícia Civil vem sendo achincalhada nos últimos três anos. Nossas condições de trabalho são péssimas."


E faz comparação com a morte do investigador Sirian Versiani em um bar, em Contagem, em abril de 2018. “Até hoje o crime não foi apurado nem o caso encaminhado à justiça. Não houve denúncia. O policial foi morto com vários tiros. O matador fugiu. Foi identificado e preso, mas, estranhamente, foi liberado, por uma ordem que veio de cima, depois de uma noite, apenas, de sua prisão.”


“Nossa grande preocupação é que o caso do delegado Horácio esteja sendo usado com objetivos políticos”, diz o presidente do Sindpol.

 

O que diz o comando da Polícia Civil

 

"A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) esclarece que a decretação da prisão temporária foi feita pelo Poder Judiciário, mediante parecer favorável do Ministério Público. O caso está sob sigilo e a PCMG não comenta o teor da decisão judicial."

 

 



 


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